Naquele domingo, ela acordou muito cedo e viu que o dia estava nublado, a brisa gelada. Ainda assim, abriu as janelas, deixou o ar entrar e sentiu o perfume da manhã invadir os aposentos. Regou as plantas na varanda. Foi ao supermercado, à feira, sorriu para as pessoas. O sol despontou e clareou tudo. São assim as primaveras: uma contradição temporal, vento e folhas, luz pelas brechas. Preparou o almoço e os filhos chegaram para se juntar. Uma das noras trouxe flores e coloriu a casa. As crianças corriam de um lado a outro, incendiando alguns ânimos. Havia merengue, morango e chantilly de sobremesa; café e pão de mel. Havia riso, música e muito papo. Ela teve certeza de que era mesmo feliz. E que conseguia espalhar essa felicidade ao seu redor – entre os seus, os não seus, entre todos…
Últimos posts por Débora Böttcher (exibir todos)
- DISCLAIMER - 20/11/2025
- FALANDO A REAL – APPLE TV - 18/11/2025
- ADEUS, FRANSCISCO - 21/04/2025
